Fica aqui registrada uma homenagem aos sete irmão tricolores que se foram nessa absurda tragédia: Jadson Celestino, Djalma Lima, Anísio Marques Neto, Joselito Lima Júnior, Midiam Andrade Santos, Márcia Santos Cruz e Milena Vasques Palmeira
O dia que era para ter ficado marcado na história como um momento de alegria pelo acesso do Esporte Clube Bahia da Série C para a Série B, mas terminou sendo manchado pela maior tragédia do futebol brasileiro. No dia 25 de novembro de 2007, parte do assento da arquibancada do anel superior desabou e sete irmãos tricolores perderam suas vidas despencando de uma altura de mais de 15 metros.
Quatro anos se passaram e, inacreditavelmente, o resultado foi que não existiram culpados, pelo menos segundo a decisão da “Justiça”. Nem Bobô (Superintendente da SUDESB), nem Nilo dos Santos (Diretor de Operações da SUDESB), nem ninguém foi considerado culpado na história… só faltou condenarem as vítimas sob a alegação de que “pularam com muita força”!!!!
Não estou aqui aqui para fazer julgamento de ninguém, até porque não tenho conhecimento de detalhes do caso para poder analisar a culpabilidade de pessoa alguma. Agora, uma coisa tenho condições de afirmar: a tragédia da Fonte Nova não foi um acidente, isso é inquestionável. Até um leigo no assunto sabe que a estrutura de uma edificação necessita de manutenção para poder ser preservada.
Todos os frequentadores da saudosa Fonte percebiam as péssimas condições de conservação do estádio, onde as ferragens dos pilares, das vigas e das lajes ficavam expostas às ações do tempo, causando danos seríssimos à resistência do concreto-armado.
De acordo com laudo feito pela Polícia Técnica na época, a má conservação provocou a tragédia, conforme relata trecho do documento assinado pelos engenheiros Roberto Ventim e Eduardo Rondamilas: ”a estrutura do Setor Nordeste possui infiltrações, fissuras, exposição de ferragens, corrosão do aço com redução de seu diâmetro e desprendimento de pedaços de concreto por falta de aderência com a ferrugem oxidada, o que tornava a estrutura debilitada para suportar os esforços ao qual era submetida”.
Então, é claro que a morte dos sete irmãos tricolores não foi uma fatalidade, foi sim um caso explícito de irresponsabilidade e negligência com a conservação da praça esportiva, aliás como acontece com todos os equipamentos públicos. Não posso afirmar de quem foi a culpa, inclusive torço, de verdade, para que não seja de Bobô, mas digo sem medo de errar: NÃO FOI UM ACIDENTE!
Acidente seria um raio cair em cima de alguém ou uma pessoa tropeçar em sua própria perna e cair de cabeça no chão, etc. Agora, torcedores pulando em uma arquibancada e o chão simplesmente se abre… isso é o que????
VIVA O PAÍS DA IMPUNIDADE!
Euclides Almeida
Arquiteto – CREA 45.170-D
Redator do www.semprebahia.com
Twitter: @euclides2000
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Caro Euclides, foi uma noite muito triste, não estava na Fonte, ouvia o jogo pelo rádio, quando foi noticiado o fato, a minha festa acabou. Imagine para os familiares e pessoas mais próximas às vitimas. Penso que ainda hoje, a alegria dos torcedores do Bahia na arquibancada do Pituaçu traz uma lembrança triste para todos estes que perderam seus entes.
Não me lembro de alguma obra de manutenção realizada no estádio após 1990, por isso acho que foi um abacaxi deixado para a gestão de Bobô, entretanto assim como você, não tenho conhecimento dos detalhes, então não posso e nem é minha competência algum tipo de juízo.
Aproveito sua matéria para desejar aos familiares das vítimas o conforto de Deus em suas vidas.
Espero que fatos como este não se repita, apesar de que temos problemas parecidos com a Estação da Lapa, viadutos, entre outros, que parecem, aos meus olhos de leigo, precisarem de uma manutenção urgente e o poder público resolve entregar ao acaso um destino melhor.
25/11 às 19:11
que deus abençoe.
eles estao torcendo pelo bahia.
26/11 às 0:37
É Mário, foi muito triste mesmo, eu estava lá e vive essa tristeza de perto. Um dia trágico!
26/11 às 14:11