Atacante comemora bom momento no Bahia desde a chegada do velho conhecido Joel Santana e banca permanência na Série A: ‘Eu garanto’
Souza é daquelas figuras que personificam bem a proximidade entre o céu e o inferno no futebol. Longe de ser carismático, ele sempre foi um atacante que fala o que pensa e não faz média com ninguém. Talvez por isso o som dos aplausos e das vaias sejam tão comuns em sua carreira. Foi assim em Vasco, Inter, Flamengo e Corinthians. Está sendo assim agora, no Bahia. O caminho entre as críticas e os elogios, no entanto, o jogador garante ser simples e conhecer bem: o mesmo entre seus pés, ou cabeça, e as redes.
Unanimidade parece ser uma palavra ausente no dicionário de Souza. Desde o início, em São Januário, os questionamentos são recorrentes. O mesmo talento para a polêmica, por sua vez, o afeta para que sua estrela brilhe. E as mesmas bocas que já o ofenderam gritaram gols em decisões com as camisas vascaína, rubro-negra e colorada. Vem daí a frieza para superar as adversidades com a fisionomia séria e o currículo bem decorado na cabeça.
- A resposta eu dou dentro de campo. Por onde passo, faço gols. Foi assim no Goiás, no Flamengo, no Corinthians não tive muitas oportunidades, mas fiz gols, ganhei títulos… O que importa são os títulos. E lá ganhei a Copa do Brasil e o Paulista. Aqui no Bahia, também faço meus gols.
Campeão carioca por Vasco e Flamengo, goiano pelo Goiás, gaúcho pelo Internacional e paulista e da Copa do Brasil pelo Corinthians, Souza só não balançou as redes nas decisões pelo Timão. No Planalto Central, porém, o atacante viveu o melhor momento de sua carreira, quando foi artilheiro do Brasileirão de 2006, com 17 gols. Para ele, tais números fazem com que a cobrança sobre seu futebol seja maior.
Emprestado ao Bahia, não foram poucas as vezes em que ouviu vaias em Pituaçu. O momento, entretanto, Souza garante ser de lua de mel pelos seis gols marcados no Brasileirão – quatro no segundo turno.
- Sempre vou ser cobrado por ter sido artilheiro do Brasileiro, por ter jogado em clubes grandes, por já ter conquistado títulos. A torcida apoia e vaia, mas agora estamos felizes juntos. Me elogiam nas ruas. Isso é importante. O começo não foi muito bom, mas do meio do campeonato para frente consegui ter uma sequência legal, tenho metido gol e estou ajudando o time. Estou feliz.
Felicidade que faz com que o camisa 9 coloque o clube em igualdade de condição com os maiores que defendeu. Questionado se a transferência para o futebol do Nordeste tinha sido um passo atrás em sua carreira, ele rebateu:
- Estou em um grande clube. É um time de tradição, duas vezes campeão brasileiro, com estrutura boa para trabalhar, recebo em dia, a cidade é boa… Então, estou feliz aqui. É como se fosse o Corinthians, o Flamengo… A torcida também fica em cima e apoia. Joguei nos dois maiores clubes do futebol brasileiro e não vejo diferença nenhuma.
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Reencontro com Joel, boa fase e promessa
E a mudança de astral e de fase de Souza tem muito a ver com a chegada de um velho conhecido: Joel Santana. Nos tempos de Flamengo, quando muitas vezes a torcida cobrava a entrada de Obina no time titular, foi o “Papai” que abraçou e blindou o atacante das críticas.
- Eu sei que a confiança vem pelo que faço em campo. O Joel me conhece muito bem, trabalhamos juntos por dois anos no Flamengo, fiz gols e conquistamos títulos. Ele sabe da minha qualidade. Continuo trabalhando forte para sempre ajudar o trabalho dele.
Aos 29 anos, Souza falou também sobre o que tem ouvido a respeito do elenco formado pelo Bahia para o Brasileirão. Ao lado de nomes como Jobson (já dispensado), Carlos Alberto e Ricardinho, ele foi apontado como um dos jogadores já sem espaço entre os “12 grandes” do país e “refugiado” em Salvador. A resposta, mais uma vez, veio com palavras direcionadas ao desempenho em campo.
- Estamos mostrando a cada dia e a cada jogo a nossa força. O time está começando a se entrosar, já saiu da zona de rebaixamento, abriu seis pontos, e vamos vencendo. O importante é vencer para calar a boca dos críticos.
Para o torcedor do Bahia, o recado não chega em forma de desabafo, mas de promessa:
- Ano que vem o Bahia está na Série A de novo. Eu garanto. Podem ter certeza.
Recuperado de uma pancada que o tirou da partida contra o Avaí, no último fim de semana, Souza retorna ao Bahia neste sábado, contra o Botafogo, às 18h (de Brasília), em São Januário, pela 28ª rodada. Com 33 pontos, a equipe baiana é a 14º no Brasileirão e precisa de 12 pontos em 11 partidas para que a promessa do camisa 9 seja cumprida.
Matéria da Globo.com
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Muita conversa e pouco futebol.
6 gols….4 de penalti!!!!!
Acho Junior menos ruim.
Agora, pra que contrataram Reis???O cara nem treina!!!
06/10 às 18:13
Esse cone é uma eterna comédia… faz gols… de penalty, até joel !
06/10 às 18:53
Caro Eduardo,
A contratação de Reis foi p/alguém ganhar dinheiro!
É assim que o futebol do EC Bahia sempre funcionou! Lembra do português???
06/10 às 18:59
Parabéns Souza pelo seu depoimento.
Obs: Ninguem joga em clubes como o Flamengo,Vasco,Internacional,Corinthias e Bahia, sem ter qualidade.
06/10 às 23:06
Acho que Reis está treinando no Sub 23 do Bahia para pegar condicionamento físico.
07/10 às 7:40
temos que reconhecer que souza tem jogado muito bem
ele estar em uma grande gracente e vai ajundar muito o bahia lutador brigador e tem garra eu mesmo já detoney
muito mais agora eu tambem sei reconhecer o valor do jogador juntos nesta souza vamos pra cima do bota
07/10 às 12:55
Não vejo Souza jogar tão bem assim.
07/10 às 13:59