PITUAÇU: Caldeirão ou Frigideira? (Por Hermínio Filho)

PITUAÇU: CALDEIRÃO OU FRIGIDEIRA?

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A inauguração do Estádio Roberto Santos, no início da década de 80, foi encarada pela torcida do Bahia apenas como mais um local para a prática do futebol, tendo em vista a nossa grande identificação com o Estádio da Fonte Nova.

Por levar o nome do ex-governador da Bahia, questões de natureza política levaram este patrimônio público ao esquecimento, só vindo a ser novamente lembrado em meados da década de 90, consequência do fechamento da Velha Fonte para reformas, tendo inclusive o Bahia disputado ali o Brasileirão de 95. Ainda não existia qualquer afinidade entre estádio e torcida.

No final de 2007, a tragédia da Fonte Nova provocou a necessidade de se ter um espaço alternativo para o time de maior torcida do estado jogar aqui na capital. Como Fênix, reaparece o estádio, também denominado Metropolitano de Pituaçu, que recebe carinhosamente o apelido de PituAÇO (Pituaçu/Esquadrão de Aço).

Os tempos são outros e o rival já possui estádio próprio, mesmo custeado com dinheiro público. A torcida tricolor abraça PituAÇO, que passa a ser o estádio do Bahia de FATO, não de direito. Mais uma maneira de sacanearmos os “uvildos”!

Primeiro jogo, palco de 1º mundo, 4 x 0 no Ipitanga, show de bola, galera empolgada, nasce o refrão “Uh, pula aê, deixa o caldeirão ferver”.

Passados quase dois anos, o time não se apossa deste adágio: perdemos 2 campeonatos baianos, nunca ganhamos do time do aterro sanitário lá, fomos desclassificados 2 vezes da Copa do Brasil por Coritiba e Atlético-GO, tomamos de 4 da Portuguesa em 2009 e agora, 4 do “poderoso” Icasa. Sem falar que no ano passado lutamos contra o rebaixamento para a Série C.

As perguntas ficam no ar: por que não emplacamos em Pituaçu? Qual o segredo dessa falta de sintonia entre o local e o time?

Será que os deuses do futebol, tão presentes na Fonte Nova nos jogos do Baêa, recusaram a nova morada provisória do tricolor? rs. Será que por ser um campo menor, contra adversários mais fracos, não deveríamos marcar sobre pressão no campo do adversário, pelo menos no começo do jogo?

Será que a maior e mais contagiante torcida do N/NE, a Bamor, não colocaria mais pressão nos adversários e até no bandeirinha – vide o gol mal anulado de ontem – se estivesse posicionada no meio do campo?

Qual outro fator extra-campo pode estar atrapalhando o rendimento do time? Temos que buscar explicações urgentes que solucionem ou minimizem o fato, pois conseguindo o acesso à Série A, se DEUS quiser, a tabela de classificação não perdoará um time que não faz prevalecer seu mando de campo.

Diante do exposto, não vejo Pituaço ainda como “caldeirão”; está mais para “frigideira”, uma vez que estamos sendo seguidamente “fritados” por times de menor expressão.

ST!

Hermínio Filho
Leitor do www.semprebahia.com

22 thoughts on “PITUAÇU: Caldeirão ou Frigideira? (Por Hermínio Filho)

  1. Eu acho que o problema do elenco tricolor é o psicológico dos jogadores, eles não aguentam a pressão que é jogar em Pituaçu lotado, por isso é que o BAHIA precisa de um psicólogo para resolver esse problema, o mais rápido possível.Fica aí essa sugestão.

  2. MEUS CAROS,

    PRA QUE TANTA FILOSOFIA?

    A COISA É SIMPLES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    TIME BOM GANHA EM QUALQUER LUGAR, EM QUALQUER SITUAÇÃO…………..

  3. Valeu Nilton, sempre leio os seus comentários bastante equilibrados aqui no site.
    Marcelo, seu ponto de vista deve ser respeitado.

    O intuito do texto foi apenas discutir a questão do time ainda não ter empolgado em Pituaço. Todo mundo sabe que o estádio não é o único motivo. Outras variantes precisam ser identificadas. Parece que o aspecto psicológico se constitui no maior problema e a diretoria deveria contratar um profissional da área para cuidar do assunto.

    Abraço a todos e amanhã, se DEUS quiser, o tricolor vai “brocar”.
    ST!

    P.S.: sou o autor do texto, mas sempre entro nos comentários com o nick “júnior”.

  4. Desculpem por minha opinião, talvez, idiota. Mas, não concordo com o autor deste artigo. colocamos um público expressivo o time amarela. E isso não foi apenas de Pituaçu> Lembrem-se da série c em 2007. Empatamos 4 dos 8 jogos em casa( diga-se de passagem estádio super lotado) la na Fonte. O problema é psicologico mesmo. Eu mesmo não irei ao estádio atéo Bahia garantir nosso acesso para o bem do nosso time. Ai sim, irei prestigiar com mais tranquilidade o nosso titulo. O problema é casa cheia mesmo.

  5. A Bamor esta deixando os caladinhos tomarem a maior parte do campo ,eles tem que ir pro meio a Povão de um lado e eles do outro ficar atras do gol nao da certo so em disputa de penalte para atazanar o goleiro adversario,BAMOR DESPERTA ESTA TORCIDA A GALERA TA INDO PRO MEIO FICAR SENTADO E CRITICANDO O TEMPO TODO VAMOS PRO MEIO QUE E ALI A PRESSÃO SOBRE O JUIZ .

  6. Caldeirão… frigideira…
    Se não está dando certo, então, vamos transformar o Pituaço em “panela de pressão”.
    P’ra cima deles, esquadrão.
    Parabéns, Hermínio Filho, pelo belo texto e pensamento.
    Mas não me parece que o estádio gere a relação de sucesso ou insucesso no futebol.
    Perdemos para o Icasa não por culpa das arquibancadas. Nosso time jogou mal p’ra caramba. Em qualquer estádio a surra seria a mesma. Afinal, tomamos 4 x 0 lá no Ceará…
    Ademais, nós estivemos na Fonte Nova. Mas esses jogadores certamente não. Alguns nem a conheceram. Eles não têm relação com a Fonte.
    O que precisamos é ter uma estrutura de clube, com democracia, com transparência, com planejamento etc.
    Daí, precisamos então ter um time. Mas “time” significa qualidade dos atores e quantidade de outros semelhantes, para manter o equilíbrio.
    Uma boa comissão técnica.
    Remunerações condignas e pagamentos em dia.
    Serenidade.
    Isso dá a qualquer time, ou empresa, ou mesmo pessoa física o que chamamos de “ESTABILIDADE”.
    Estar estável é estar com o centro no lugar certo.
    E o centro no lugar correto atrai a presença de soluções.
    Veja qual o maior problema do time (olhe: do “time” e não do “clube”).
    Para mim é a IRREGULARIDADE.
    E a irregularidade é a irmã mais próxima da instabilidade.
    Ou seja: se o Bahia se aprumar, nossas chances de subir para a Série A esse ano são enormes.
    Se permanecer a gangorra, o “io-io”, reze.
    E nos inclua nas suas preces.
    Parabéns.

  7. minha opnião já foi dada por Agnaldo, portando usei o velho ctrlC ctrlV para repetir o que venho falando a tempo com o meu apito surdo: “SÓ VAI VIRAR CALDEIRÃO QUANDO A BAMOR
    SE POSICIONAR NA MESMA POSIÇÃO QUE ELA FICAVA NA FONTE NOVA, NO MEIO E NÃO NO FUNDO COMO ESTÁ FICANDO”

  8. Concordo com Herminio quando ele fala da posição da Bamor no estádio, acho que deveria ser no lado do campo e não atras do gol, a pressão no lado do campo é maior e contagia a galera.
    Abraços.

  9. vcs ja disseram tudo até a bamor ficar no centro da arquibancada pois é a unica organizada que faz algo durante o jogo para ajudar o time, e sinto mesmo é um peso ali dentro, parece que quando construiram, cimentaram uma carniça ali mas já está repreendido todo o mal, já amarrei na saída do último jogo e agora é só sorte!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  10. Boa tarde.
    Estou muito preocupado, como tricolor apaixonado que sou com relação a essa serie de insucessos em casa, onde deveríamos ser mais fortes, nos nossos domínios estamos acumulando derrotas pecamos nos detalhes e ao que me parece a bola queima no pé dos jogadores, a torcida tem feito a sua parte ajudando o clube a sanear os gastos com o time lotando o estádio e apoiando do inicio ao fim do jogo, mas, está faltando o algo mais que o Bahia tem demonstrado fora de casa.
    Aos meus olhos o que existe é simples o estádio Roberto Santos nunca foi até então a casa do Esporte Clube Bahia, com isso lhe pergunto então: Quais foram os resultados expressivos do tricolor da boa terra dentro do chamado Pituaço?
    E vou alem disso, não tenho religião definida, mas percebo que nesse estádio as coisas não vêm acontecendo naturalmente como era comum na nossa casa de fato a extinta Fonte Nova, será que não seria o caso de um descarrego ecumênico? Ou seja, pastores, padres, Mães de santo, monge budista, e o que mais possa existir em termos de religião para exorcizar essa falta de sorte e sucesso do Bahia nesse local, algumas pessoas que venho conversando, tricolores longínquos, comentam que nessa reforma algum torcedor do rival de cana brava tenha enterrado um sapo em Pituaçu ou realmente tenha feito algum trabalho no que se refere à magia negra ou qualquer tipo de feitiçaria, precisamos exterminar essa ZICA que amarra o nosso tricolor.
    Tiago Cavalcante Ferreira

  11. SÓ VAI VIRAR CALDEIRÃO QUANDO A BAMOR
    SE POSICIONAR NA MESMA POSIÇÃO QUE ELA FICAVA NA FONTE NOVA, NO MEIO E NÃO NO FUNDO COMO ESTÁ FICANDO, ATÉ O BANDEIRINHA FICOU A VONTADE PARA ANULAR UM GOL CLARO DO BAHIA
    O JUIZ NÃO IRIA MARCAR AQUELE PENALTE, SE NÃO FOSSE A INSISTENCIA DO OUTRO BANDEIRINHA

    A BAMOR PRICISA VOLTAR A SUA POSIÇÃO DE ORIGEM, ATÉ PARA INCENTIVAR OUTROS TORCEDORES A GRITAREM TAMBEM DURANTE O JOGO.
    BORA BAHIA, VAMOS SER CAMPEÃO DA SEGUNDONA, ESSA DERROTA FOI PARA SACUDIR
    O GRUPO E COMEÇAR OUTRA ARRANCADA PARA O TITULO.

  12. Fernando, muito boa sua intervenção. Ganhamos de 2 x 1 em em 28/02, segundo gol de Abedi, fase classificatória. Falha nossa, rs.

    Antônio, obrigado pelo elogio.Muito bem lembrado: já passou da hora da diretoria contratar um psicólogo ligado à área esportiva, não só para tentar resolver esta síndrome de Pituaçu. O momento é decisivo e todo esforço para conter a ansiedade e a euforia – da torcida -deve ser feito para que o nosso objetivo seja alcançado.

    Pedro e Euclides, obrigado pela oportunidade de publicar meu texto – apesar de cinquentão, sou calouro no ramo, rs – retratando fatos ligados a uma das minhas paixões, o Esporte Clube Bahia.

    Um abraço e ST!

  13. Hermínio,

    Muito bom sua análise crítica. Analisando os jogos em Pituaço, principalmente neste turno e considerando a visível qualidade dos jogadores de nosso Esquadrão, à altura de todos os times com potencial para chegar ao acesso, percebo que está faltando ao grupo o chamado “EQUILÍBRIO EMOCIONAL”.

    Esquecemos, muitas vezes (e acho que isso vem ocorrendo no BAHIA) que os jogadores são SERES HUMANOS que tem sentimentos e emoções, que vivem momento de ansiedade, que se sentem pressionados por mostrar seu futebol para não correr risco de ser posto de lado e ter respeito junto a torcida. Esquecemos que nem todas as pessoas convivem tranquilamente com momentos decisivos e precisam equilibrio interior. Buscamos o futebol, observamos a capacidade técnica, como se isso, apenas isso, é o fundamental para todos.

    Com base nessa observação, e considerando que nosso E.C.BAHIA está há 10 anos (uma década) sem título, sendo pressionado pela sua fiel e apaixonada Nação Tricolor a reencontrar o caminho dos triunfos que sem´re foram sua marca (Nascemos para vencer), sugiro que a Diretoria Tricolor contrate um psicólogo-terapeuta com especialidade para trabalhar com profissionais do es´porte, para desenvolver atividade com os jogadores, passando-lhes orientações de como adquirir o equilíbriio emocional diante de momentos decisivos como o que vivenciam atualmente.

    Acredito no acesso, porque sei que temos um grande elenco de jogadores e uma equipe técnica realmente comprometida com os objetivos e metas traçadas. Todos nós, Tricolores, estamos fedhados com eles e precisamos continjuar apiando o GRUPO TRICOLOR rumo aos triunfos.

    VAMOS SUBIR ESQUADRÃO!!

  14. Acho que o campo é neutro, mas o diferencial é a pressão da torcida, nós temos uma das maiores torcidas do país, no entanto é uma torcida desconfiada, temerosa.
    É só da uma olhada nos jogos do Boca ou do corinthians e vamos identificar a diferença: eles cantam o jogo todo, empurram o time durantes os 90 minutos e nos acréscimos se tiver.
    Já nós, reclamamos muito, temos sangue de barata, cansei de ver nos primeiros 15 minutos o jogo 0×0 e já rolava várias vaias, isso desmotiva os jogadores. Vamos deixar pra vaiar, cobrar e xingar depois que o juiz apitar o final do jogo.
    Abs

  15. caldeirão um nome bem forte
    mas não basta ser caldeirâo se o bahia nâo
    ser respeitado pelos adiversarios
    guando o bahia estiver jogando em pituaù
    os adiversarios tem que respeitar o tricolor de aço
    hoje ninguem tem respeito pelo bahia jogando em pituaù serar poquer?? edy. do bahia minha vida bahia meu amorrrrrrrrrrrrrrr

  16. Nesta hora vale tudo, quem sabe um banho de folha, insenso ou qualquer coisa que exista, temos que tirar essa urucubaca e isso é papel da torcida. Cadê a BAMOR.

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