O fato de JONES ser do mesmo empresário de CIRO levanta suspeita sobre sua renovação
Vale a pena conferir o texto de Herbem Gramacho, publicado no Correio da Bahia do dia 23/01/2012.
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Nada pessoal contra os que ficaram, mas você prefere João Neto e Ananias ou Reinaldo e Jones no ataque? Quem teria mais capacidade para mudar a história de um jogo enrustido? Quem fez uma boa temporada no ano passado, ganhando títulos e fazendo gols? Quem está numa fase ascendente da carreira? Quem teria mais chance de dar retorno financeiro?
É mais embaixo…
O que Ananias e João Neto têm em comum? Os dois primeiros são aqui da terra, dispostos a fazer nome ainda, um é cria da casa e outro veio de time do interior, com empresários que são peixes pequenos no mundo da bola.
O que Reinaldo e Jones têm em comum? As raízes no Rio de Janeiro, o que já os torna mais conhecidos no Fazendão. O empresário de Reinaldo, por sinal, é o mesmo de Toró, um volante muito estimado por Joel Santana que por pouco não parou no Bahia, mesmo o time já tendo uns 287 jogadores para essa posição. Toró não veio e foi para o Figueirense, onde os agentes que gerenciam a carreira dele (e de Reinaldo) têm ótima relação com a diretoria.
Já Jones pertence ao Deportivo Maldonado, um pequeno clube uruguaio de fachada usado por um grupo de empresários para registrar os jogadores que eles compram (uma obrigação legal, já que a lei não permite que um jogador seja registrado em uma empresa; só em um clube). No caso de Jones, a coincidência é que os empresários dele são os mesmos do atacante Ciro, outro vinculado ao Deportivo Maldonado, contratado pelo Bahia na semana passada. E também de Zezinho, reprovado por aqui em 2011, mas que treinou até o fim do ano sem ser chamado para rescindir.
O ‘dono’ do Deportivo Maldonado é o empresário argentino Gustavo Arribas, um dos gigantes do ramo no futebol mundial. Pra se ter ideia, ele ajudou o Corinthians a comprar Tevez do Boca Juniors, em 2005, na época da parceria com a MSI de Kia Joorabchian, outro gigante. E convenhamos: é mais fácil se indispor com os peixes pequenos que com os grandes.
Que fique bem claro: em princípio não há nada ilegal nessas relações. Essa história é só para esclarecer um pouco como algumas coisas acontecem nos bastidores dos times, seja no Bahia, no Vitória ou em clubes famosos pela sua organização administrativa, como o São Paulo, que, jogou o Brasileirão do ano passado com 21% do elenco profissional (7 de 32 jogadores) pertencente a clubes de fachada como o Deportivo Maldonado e o Desportivo Brasil (da Traffic), segundo apurou a Folha de S. Paulo.
Essa conversa é um estímulo para você, torcedor, desconfiar daquela renovação com o atacante que não faz gol e da insistência dos técnicos com determinado atleta.
Por que isso acontece? Porque sem dinheiro para investir na compra de jogadores, os clubes recorrem aos empresários, que têm dinheiro, mas não têm a vitrine. Nossos times, então, viram as vitrines e têm um ganho técnico que seria impossível ter sem os donos do dinheiro. Os empresários ganham, pois valorizam o jogador e vendem depois. E você, torcedor, torça por Reinaldo e Jones.
Herbem Gramacho
Colunista do Correio da Bahia
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postei um comentario com este link ontem….realmente é de se desesperar.
24/01 às 8:06
Viva a lei Pelé.
24/01 às 8:11
PQP! Estamos fodidos e mal pagos.
Obrigado Herbem pelas úteis informações. Lamentável a natureza das relações entre esse coiotes e os dirigentes de clubes no Brasil.
24/01 às 8:27
Pois é… Parabéns Pelé, que criou algo em beneficio prórpio, pois deve ser empresário de jogador também!!!!
24/01 às 8:28
olà galera verdade tudo que vcs ta falando
fica aqui um alerta para adiretoria do clube
se juntar reinaldo e jones nâo vale ametade de ananias sem contar que amuito tempo o bahia não tem um volante que saiba marcar e sair pro jogo
o time do bahia de hoje só sabe da chutão
iso jogando contra o bahia de fera que grecel
no futebol graças a falta de competencia do propio bahia e agora temos mas um adiversario fazendo frete ao tricolor de aço que por sua vez ta sem moral no camp. baiano ninguem tem respeto se ele mesmo nâo
faz por onde será que o esporte clube bahia vai ficar nas mãos de empresarios por quanto tempo
lamentavel
24/01 às 9:18
Excelente texto. Aos poucos a gente vai entendendo o que se passa por trás dos panos no futebol brasileiro. Quem quiser ir além, da uma pesquisada no youtube sobre O QUE ESTÁ POR TRÁS DO ESTÁDIO ITAQUERÃO? O ESQUEMA SUJO DE RICARDO TEIXEIRA
24/01 às 9:23
ERRADOS SOMOS NÓS! QUE AINDA FICAMOS PERDENDO TEMPO,GASTANDO DINHEIRO, QUE PREFERIMOS ESTADIO DO QUE A CONSTRUÇÃO DE UM BOM HOSPITAL.
QUEM TÁ ERRADO ?
24/01 às 10:19
A participação do empresariado bem selecionado é importante para qualquer clube, porém, obrigado Pelé por seus artigos de segunda categoria!!
O Bahia corre forte perigo de perder Madson este ano.
24/01 às 11:31
Não conheço a lei pelé pra falar sobre, mas o clube ser o dono do jogador tb não sei se é a melhor maneira…afinal, com ou sem a lei pelé a politicagem sempre vai existir no futebol, que mudou muito dos anos 90 pra cá…por isso o cara fica desestimulado com futebol…tem que ser muito burro pra torcer cegamente…vou torcer pelo Bahia sempre, mas já fiquei anos sem ir ao estádio, desmotivado, acompanhava de longe…quando essas carniças jogam eu até torço pra que façam algo, afinal é o Time que torço que está lá jogando…mas é triste, muito triste…
Ronaldo, construir hospitais e ir ao estádio é uma coisa bem diferente, afinal os hospitais saem do nosso bolso, assim como pituaçu tb, q é público…e outra pra construir hospital tem que ter educação, de quem vai “frequentar” e quem vai cuidar dos “frequentadores”…médico ultimamente tá que nem jogador de futebol, pensa somente no dinheiro e deixa os pacientes como animais a serem abatidos…
Esporte é tão importante quanto saúde, aliás esporte é saúde (no caso praticá-lo), mas nesse caso o futebol (que é um tipo de esporte) virou uma coisa que só visa o dinheiro e mais nada…a velha politicagem que existe em qq relação humana, no nosso trabalho, namoros, casamentos, amizades, família e por aí vai…atrapalhando a “evolução” das “coisas”…a velha indicação, jeitinho…não sou contra dinheiro, mas se eu ganhasse 100 mil reais por mês, que é uma grana de um jogador de médio pra grande “porte” num time grande eu jogaria pá porra…pois tou sendo BEM pago pra isso…faria pelo amor ao dinheiro, sim, mas faria bem…pelo profissionalismo…e os caras são tão burros que se o jogador ganha muito e joga bem, se esforça vira ídolo da torcida, vai ganhar com propagandas e ficar + rico, que é isso que eles querem…e outra o torcedor nunca + esquecerá o bom jogador que passou pelo clube, se não tem amor a camisa, seja o bom profissional e faça bem o que está sendo pago pra fazer e nesse caso, muito bem por sinal…me diga o profissional na Bahia que seja o TOP que esteja ganhando 50 mil reais por mês com menos de 30 anos…se tiver com mais fale tb, mas com menos, e não digo nas “artes”, digo em outros ramos.
24/01 às 12:17
O jornalista, com boas premissas, chegou a uma conclusão equivocada, talvez porque o dono do jornal o dissuadiu da conclusão certeira.
A conclusão de que os clubes são submissos aos empresários é equivocada. O que há é um conluio entre os empresários e os diretores de futebol em detrimento do clube, como ECBAHIA, esses os reais perdedores.
Ah, a reportagem fala que os donos de Ciro e Jones facilitou a compra de TEVEZ, na época da MSI/CURINTIAN. E quem tava no CU naquela época? E quem foi depois processado por lavagem de dinheiro, evaão de divisas, sonegação fiscal? Sim, o gênio do futebol – Angioni.
Será que finalmente entederam por que os Guimarães foram buscar o GIONI para dirigir o Bahia????
24/01 às 14:58