Ex-jogador se declara torcedor apaixonado do Esquadrão de Aço
Foi publicada, no site da Globo, uma matéria muito especial feita por Eric Luis Carvalho contando sobre a carreira de BEIJOCA, um dos maiores ídolos da história do Esporte Clube Bahia.
Vale a pena conferir:
“Beijoca, folclórico herói do Bahia, vira olheiro e evangélico
Um dos maiores ídolos da história do clube baiano, atacante marcou 106 gols com a camisa tricolor. Já na passagem pelo Fla, ele teve problemas
Nos 80 anos de história do Bahia, poucos jogadores simbolizam tão bem o clube como Jorge Augusto Ferreira Aragão, o Beijoca. Entre muitas idas e vindas, o atacante passou três vezes pelo Tricolor. Em sete anos de clube, Beijoca ganhou seis títulos e marcou 106 gols. Camisa 9 de dez entre dez times dos sonhos do Bahia, Beijoca deixou em campo marcas que fizeram dele um atacante único. Irreverente, brigão, polêmico, falastrão, herói e anti-herói. Durante seus mais de 20 anos de carreira, Beijoca foi personagem de histórias que o transformaram em lenda do folclore do futebol.
Hoje, aos 54 anos, apenas a idolatria da torcida do Bahia é igual. Fala mansa, olhar sereno: Beijoca é um homem tranquilo. Há 11 anos, o eterno ídolo do Bahia se tornou evangélico. Com a religião, veio o arrependimento por muitos erros cometidos durante a carreira. O ex-atacante não tem vergonha de abrir o coração a cada entrevista e relembrar suas histórias: brigas, dopings, infiltrações, noitadas, e outras situações lamentadas pelo baiano.
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DESCOBRIDOR DE CRAQUES
Vinte e três anos após encerrar a carreira, Beijoca não tirou o futebol do sangue. Hoje, ele atua como um “olheiro não oficial”.
- Como não poderia deixar de ser, eu continuo ligado ao Bahia. Apesar de não ser funcionário do clube, ajudo na medida do possível. Vejo jogadores como observador técnico. E, graças a Deus, tenho conseguido levar vários meninos para a divisão de base do Bahia. Além disso, tenho outros planos para minha vida – disse o ex-craque, que tem projetos políticos para o futuro.
Com talento reconhecido desde cedo, Beijoca se tornou profissional com 16 anos. Em seu primeiro e único jogo pelo time de juniores, marcou quatro gols e, como prêmio, foi promovido a profissional. A missão de Beijoca não era fácil. O jovem soteropolitano, nascido no Pelourinho, o mais baiano dos bairros de Salvador, chegava para atuar em um time que contava com ninguém menos do que José Sanfilippo, argentino ídolo do Bahia e maior artilheiro da história do San Lorenzo da Argentina.
Mas, ainda no começo do campeonato, Beijoca mostrou que tinha estrela. Em uma partida pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, o Bahia perdia por 2 a 0 para o Corinthians, em Sergipe. O Tricolor empatou a partida e, nos minutos finais, o garoto Beijoca marcou o primeiro dos seus mais de cem gols com a camisa do Tricolor da Boa Terra.
- Não tem como não lembrar desse dia. Tudo o que fiz pelo Bahia está gravado em minha cabeça como em um computador. E com esse gol, na minha estreia, não poderia ser diferente. Foi o gol da vitória naqueles 3 a 2. E o goleiro do Corinthians era o Ado, que havia sido campeão mundial com a Seleção Brasileira na Copa de 70. Foi um momento muito especial para mim.
Herói de inúmeros Ba-Vis, Beijoca adorava sair do estádio no meio do povo. Quase sempre carregado pela torcida eufórica que deixava a Fonte Nova em êxtase graças a seus gols, Beijoca era um jogador das multidões. Nos anos 70, era em sua homenagem a música mais cantada pelos tricolores baianos: “Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar.”
- Minha relação com o torcedor do Bahia não vai acabar nunca. Essa torcida é meu maior patrimônio. Claro que tem a família e tudo mais, mas, no caso deles, é paixão, é uma loucura. O torcedor do Bahia até hoje, 23 anos depois de eu ter parado de jogar, me vê como se eu estivesse na ativa. Quando eu vou ao estádio assistir a um jogo, não posso dar um passo. É foto, autógrafo, uma loucura. É muito gratificante. A torcida faz parte da minha vida e isso me faz bem. Eu sei que eu sou feliz. Um dia eu vou morrer, mas esse amor da nação tricolor vai comigo – contou um emocionado Beijoca.
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ÍDOLO TRICOLOR, MÃE RUBRO-NEGRA
A paixão de Beijoca pelo futebol começou cedo. A mãe, Elisabeth Pereira de Aragão, era capixaba, porém torcedora apaixonada de um time do qual Beijoca se acostumou a ser carrasco.
- Eu era muito garoto. Minha mãe levava a mim e meus irmãos para o estádio para ver o Vitória. Ela era torcedora ferrenha. Mas creio que Deus já sabia que eu não seria conhecido como o Beijoca do Vitória, e sim como o Beijoca do Bahia. E esse clube que eu defendo até hoje. Eu penso assim. Para mim, até hoje defendo as cores do Bahia – disse o ex-atacante, que antes de encerrar a carreira chegou a ter uma rápida passagem pelo Rubro-Negro baiano.
No Bahia, Beijoca fez parte da geração 70, que conquistou o heptacampeonato baiano, entre 1973 e 1979. Ele participou de cinco dessas conquistas. Beijoca atuou ao lado de grandes ídolos da história do Bahia: Sanfilippo, Baiaco, Elizeu Godoy, Perivaldo, Sapatão, Jésum, Douglas. Este último, considerado por Beijoca o maior parceiro com quem já jogou.
- Dentro de campo, não poderia deixar de ser Douglas. Acho que ele foi responsável por 50% do meu sucesso. Jogar com ele foi um prêmio de Deus. Para mim, Douglas foi um grande fenômeno do futebol mundial. Eu digo sem medo: Não teria sido o Beijoca sem o Douglas – disse.
Dentro de campo, apesar de toda raça, dedicação e talento em prol do Bahia, Beijoca era do tipo que não levava desaforo para casa. Socos e pontapés fizeram parte do repertório do artilheiro. Beijoca diz que bateu muito, mas também apanhou bastante.
Fora das quatro linhas, mais confusão. Durante toda a carreira, Beijoca acumulou 14 processos devido às confusões que causava. O álcool era outro parceiro constante. Apesar de tudo isso, a autoconfiança sempre fez de Beijoca um ser diferenciado.
- Essas coisas marcam a nossa vida. Lógico que foi uma situação em que não condiz com a carreira de um jogador profissional. Houve uma polêmica muito grande porque eu tinha saído no sábado. Não seria correto eu jogar, mas os jogadores se reuniram e pediram para que eu jogasse, e os presenteei com aquele gol. Eu que digo: não nasci para jogar futebol, nasci para fazer gol. Deus me deu o dom de fazer gols – conta Beijoca.
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BEIJOCA NO FLAMENGO
Em 1979, Beijoca chegou ao Flamengo para atuar ao lado de craques como Zico, Adílio, Carpegiani, Júnior, Raul e companhia. A primeira confusão não demorou a acontecer. Poucos dias após a sua chegada, Beijoca arrumou problemas no avião que transportava a equipe em uma excursão pela Europa.
Mas foi no Maracanã que Beijoca se tornou um vilão rubro-negro. Ele entrou em campo nos minutos finais da partida contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O jogador foi chamado pelo treinador Cláudio Coutinho quando o Flamengo perdia por 4 a 0. No primeiro lance, Beijoca atingiu duramente um jogador adversário e foi expulso. No vestiário, o atacante ainda discutiu com o treinador. Em pouco mais de um ano, Beijoca estava de volta ao seu time do coração.
- Foi uma passagem maravilhosa. Cheguei no fim de 1978 para 1979. Fui campeão da Taça Guanabara, tricampeão carioca e campeão do troféu Ramón de Carranza, na Espanha. Então, foi uma passagem vitoriosa. Em um ano, conquistei três títulos. E naquela época, para jogar no Flamengo tinha que ser craque. Jogar no Flamengo foi muito bom, mas nada comparado a jogar no Bahia – disse.
Se a passagem pelo Flamengo foi rápida e com problemas, Beijoca viveu no Bahia uma era de glórias. Com muitas idas e vindas, o ex-atacante sabe que está eternizado no coração dos tricolores. Sua história foi, inclusive, mostrada pelo filme “Bahêa Minha Vida”, que conta a história do clube baiano através dos seus principais ídolos e, principalmente, torcedores. Herói, folclórico, amado. Beijoca sabe que, toda vez que um camisa 9 vestido com as cores do Bahia balançar as redes adversárias, vai ecoar uma velha estrofe na cabeça de quem o viu em campo: “Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar.”
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Ah que saudade do Beijocão, esse time de hoje com ele seria demais, ficar vendo essa lesma Souza, me dá um desgoto danado esse homem com essa altura toda não ganha uma bola de cabeça é lerdo demais
11/11 às 0:00
É, quem sabe, sabe.
11/11 às 0:02
Seria muito bom se os centroavantes de hoje, os chamados matadores que vivem a nos matar de raiva, tédio, vergonha e desgosto, observassem essa matéria e aprendessem um pouco do que é jogar bola, tomassem para si um pouco do que é praticar o bom futebol!
Tenho sido um mordaz crítico do Souza, embora reconheça que ele tem se esforçado muito, mas ainda está longe de me agradar. Nutro a esperança que os matadores de hoje tenham a sensibilidade de ver, ouvir e tentar repetir o que Beijoca fez de bom para o Bahia. Espero que o Souza, por conta da sua esperiência, consiga doravante apresentar e contagiar os seus companheiros dentro de campo com um futebol jogado com garra, empenho, vibração, entrega total por um triunfo, pois acredito que com empenho e muito trabalho alguma qualidade vai ressaltar.
Ao Souza pesso que assuma a postura de um líder dentro de campo e comsees a ensinar, repassar o pouco que sabe para os demais atacantes, e isso não só aos como Rafael, Gabriel, Jones, etc. mas também para macacos velhos como Junior, Reinaldo e quantos outros aparecerem. Souza se torne um líder positivo para todo o grupo do qual faz parte. Aí, quando acontecer, eu vou pedir perdão por todas as críticas, principalmente as que fiz e faço nos momentos de raiva no momento que o Bahia deixa de triunfar.
Aos centroavantes, atacantes e/ou matadores, aprendam um pouco com o Beijoca visto que quem viu o Beijoção atuar não esquece a garra, o empenho, a inteligência, a força e a imensa vontade de, a cada jogo, fazer feliz toda a Nação Tricolor. Lembrem-se o Beijoca sabe que, toda vez que um camisa 9 vestido com as cores do Bahia balançar as redes adversárias, vai ecoar uma velha estrofe na cabeça de quem o viu em campo: “Eu quero ver Beijoca jogando bola, eu quero ver Beijoca bola jogar.”
11/11 às 1:57
Muito importante este reconhecimento em vida, por sinal o filme “Bahêa Minha Vida”, consegui fazer esta homenagem não ao Beijoca, como a outros jogadores e tricolores que infelizmente logo depois nos deixaram, o mais importante é que estamos mudando para melhor, estamos evoluindo!
Sempre Bahia!
11/11 às 15:19
Muito importante este reconhecimento em vida, por sinal o filme “Bahêa Minha Vida”, consegui fazer esta homenagem não só ao Beijoca, como a outros jogadores e tricolores que infelizmente logo depois nos deixaram, o mais importante é que estamos mudando para melhor, estamos evoluindo!
Sempre Bahia!
11/11 às 15:25
eu leio essa matéria emocionado, pois o Beijóca é o meu maior idolo até hoje, estava comesando a entender de futabol o Beijóca era o grande artileiro do BAHIA tal vez por isso eu numca gostei de outro time que não serja o esquadão de aço, eu tenho uma foto que tirei com ele aqui em camaçari que eu guardo como uma reliquia, abraço Beijoca a torcida do BAHIA te ama.
13/11 às 11:39