A Coluna FALA TRICONAUTA é democrática, onde todas as correntes de pensamento poderão opinar, desde que não existam ofensas pessoais e haja um mínimo de respeito e decência nas entrelinhas, além de ser um texto interessante, é claro!
Vamos lá, estamos aguardando seu texto, mande pra gente no endereço semprebahia@semprebahia.com e escreva no corpo da mensagem: “Autorizo a publicação desse texto na Coluna Fala Triconauta do site SEMPREBAHIA.COM”. O texto estará sujeito à nossa edição.
As torcidas organizadas e a violência expressiva
Até o início da década de 1990, no Brasil – e, até mais recentemente, na Bahia -, os amantes do futebol podiam orgulhar-se da convivência pacífica entre os torcedores, sobretudo quando comparado ao que acontecia no exterior.
Todavia, parece que as divertidas e inofensivas provocações verbais (quem não gosta de ouvir palavrões nem de ver gestos obscenos lançados contra os rivais, não deveria ir ao estádio), que dão aos torcedores motivos a mais para irem aos estádios, estão cedendo espaço à agressão física que não pode ser associada aos resultados obtidos pelos times no campo. Se a violência fosse fruto de tais resultados, apesar de absolutamente condenável, ela seria um pouco mais compreensível, mas ela parece estar vinculada a algo mais complexo: uma forma de expressão de indivíduos e grupos de jovens.
Mas, expressão de quê? Ninguém pode responder a isso com segurança, porque a violência expressiva, ao contrário da instrumental, não tem objeto e objetivo definidos pelos agentes de modo inequívoco e permanente; se se pode indicar algum objetivo mais duradouro da violência expressiva, esse seria o de ir além de sua experiência cotidiana, o que torna o problema mais complicado para ser resolvido, pois o que pode ser percebido pelos jovens como algo capaz de interromper a monotonia de seu dia-a-dia é muito variável.
Na Bahia, o caso de um torcedor baleado (no BaxVi , em 25.04/2010) é uma evidência de que não se está diante de uma briga entre torcedores por causa do resultado de uma partida. O deplorável incidente tem características de acertos de contas por razões outras, que nada tem a ver com o jogo de futebol em si, mas, sim, com a afirmação da identidade – construir e/ou manter a fama de “bad boy” -; com as disputas de “galeras” em bairros ou entre bairros; e com, sublinhe-se, o confronto pelo confronto.
Se a minha interpretação for pertinente, as autoridades públicas pouco podem fazer para resolver esse problema, como o atesta o fracasso das medidas que deveriam por fim às brigas entre os torcedores na Europa e, mais recentemente, em São Paulo. Quem de fato acredita que o fim das torcidas organizadas seria a solução? Apesar de medidas como essas terem sido tomadas na Europa, desde o início dos anos de 1980, quem não se lembra da Copa de 1998, quando a violência de alguns torcedores provocou uma situação desconfortável entre os governos alemão e francês?.
Na Europa como em São Paulo, as autoridades apenas conseguiram, e nem sempre, coibir os atritos dentro dos estádios. Mas, no dia da partida, os jovens dispõem da cidade inteira para expressar-se através da agressão física e de outras incivilidades, e o que menos importa para eles, no jogo da violência nas ruas, é o resultado do jogo que se desenrola no campo.
A sociedade alimenta a concepção de que o comportamento violento é sempre o produto de algum distúrbio psíquico ou de problemas socio-econômicos, e essa concepção é um entrave à compreensão do que acontece com os jovens que se digladiam nas ruas pelo que isso tem de sedutor aos olhos deles, ou seja, é hora de admitir-se que a ação violenta pode ser lúdica, atraente e sedutora em si mesma, e que algumas pessoas a ela se dedicam só por causa disso.
As estratégias e táticas policiais para conterem multidões e indivíduos/grupos agressivos devem ser adotadas, pois elas asseguram a tranqüilidade de outros torcedores dentro dos estádios e nas proximidades, mas elas não têm como lidar com os que querem confrontar-se entre si, não por causa de seus times, mas por razões de transcendência, a qual pode ser atingida pela agressão física, pela quebra das regras do jogo civilizado entre as pessoas, pela depredação de bens públicos e privados.
O desafio, portanto, é pensar o comportamento violento dos torcedores sob essa ótica, a da sedução, para que se possa enfrentar um desafio ainda maior: como solucionar essa questão.
Antonio Oliveira
Leitor do www.semprebahia.com
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[...] As torcidas organizadas e a violência expressiva abril 26th, 2010 | Autor: admin [...]
26/04 às 16:01
Infelizmente algo que não ocorria aqui passou a acontecer com maior frequencia apos o surgimnto desta torcida imbativeis, fomentado na epoca mais precisamente a partir de 1997 estimulado pelo então presidente do lixoria Paulo Carneiro. A unica soluçaõ que vejo é a extinção das torciads organizadas tanto de um quanto de outro na verdade estas torcidas só servem de massa de manobra para perpetuar e apoiar os que ai estão falo em nome do time que torço que é o bahia A bamor e povão por exemplo apoiam ismerim ou estou mentindo? portanto para o bem do futebol e do Bahia é melhor a extinção delas
26/04 às 17:17
[...] As torcidas organizadas e a violência expressiva (por Antônio Oliveira) abril 26th, 2010 | Autor: admin [...]
26/04 às 18:11
Antonio, parabéns pelo texto. Infelizmente e incompreensivelmente, nossas autoridades e imprensa se calam frente ao caos que se tornou a rivalidade entre torcidas.
Discordo de você somente no tocante à responsabilidade e diferença que pode fazer a punição a estas “torcidas”.
Acredito que a responsabilização criminal e cível destas torcidas e de seus responsáveis pode sim diminuir ou acabar com esta guerra.
Não sei por que não se obriga a um registro e controle dos associados. Ao meu ver seria o primeiro passo. Associação só de maiores, ou dos menores devidamente autorizados por seus responsáveis.
Venda de camisa IDENTIFICADA, NUMERADA e sob estrito controle das torcidas.
A identificação visual dessas camisas ajudaria a polícia e outros torcedores a identificar com precisão os tumultuadores.
Assim como acontece com qualquer emrpesa que tem um dos funcionários envolvidos em acidentes, no exercício da função, o torcedor que for pego uniformizado além de ser punido, torna passível de punição a torcida conjuntamente.
Quero a volta da verdadeira BAMOR, que não se deixava levar pela onda de violência.
26/04 às 19:31
Minha opinião é que as organizadas não tem por que existir. Elas espantam as familias dos estádios e aumentam as tesões entre torcidas.
AS ORGANIZADAS TEM QUE ACABAR!!!!!!
27/04 às 0:30
Marcão, concordo contigo. Futebol é hobby, diversão e paixão por amor ao Clube e não à violência.
A propósito de torcidas, o Datafolha divulgou uma interessante pesquuisa sobre a situação no Brasil, podendo ser visualizada nos sites abaixo.
http://datafolha.folha.uol.com.br/folha/datafolha/tabs/futebol_04012010_tb4.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_das_maiores_torcidas_de_futebol#Datafolha
Saudações Tricolores!!
27/04 às 11:48
Caros Marcão e Ary,
Marcão, eu não defendo a impunidade das torcidas organizadas. Evidentemente, a responsabilização civil pode e deve ser aplicada às torcidas, como se deve punir criminalmente de modo rigoroso os indivíduos que participam diretamente da agressão, além da responsabilização civil deles. Mas a solução não é acabar com as torcidas organizadas. Elas não são organizações criminosas, até o momento. O poder público tem de agir de modo a mostrar aos dirigentes das torcidas que eles podem ser severamente punidos se não controlarem seus liderados. Acontece que é mais fácil para o Ministèiro Público propor soluções demagógicas e facéis, como a eliminação das torcidas, basta uma canetada da autoridade competente, suponho que o Judiciário, e os promotores não precisarão mais “queimar os miolos” pensando em soluções para conter a violência numa sociedade de massas. E mais: desafio alguém a mostrar aqui, ou em qualquer outro lugar, que a eliminação das organizadas na Europa reduziu a violência das torcidas. Recentemente, uma Revista especializada em segurança pública, publicada por instituição de pesquisa cientifica, mantida pelo governo francês, discutiu esse tema, o da violência no esporte.
Ary, não passa de pura idealização e mistificação o argumento de que o estádio sempre foi o local por excelência da Família, quando menos isso é pura idealização do passado, a partir de 1971, ano em que comecei a frequentar os estádios. Desse ano para cá, o predomínio tem sido de torcedores individuais e não de famílias. Estádios, aliás, que nunca foram também lotados todo o tempo. A lotação sempre dependeu do jogo que seria jogado. O BAHIA NUNCA ENCHEU O ESTÁDIO NA MAIOR PARTE DE SEUS JOGOS. Torcedores de radinho sempre foram a maioria. Estádios sempre lotados – e, ainda pior, lotados de famílias – é pura mistificação do passado…que, para alguns, costuma sempre ser mais glorioso do que o presente.
Além disso, as pessoas se esquecem que, na década de 1980 e sobretudo a partir da década de 1990, as OPÇÕES DE LAZER AUMENTARAM ESPETACULARMENTE na cidade de Salvador, ou seja, as pessoas passaram a ter muitas outras opções que não o estádio, para as suas tardes de domingo. O público nos estádios cai desde o início da década de 1990. Portanto, é pura conversa fiada, ou falta de acompanhamento dos dados fornecidos pelo mundo real, alegar que esse afastamento é por causa das “violências”. Essas afastam sim, mas não é a causa principal do esvaziamento dos estádios, na Bahia.
As organizadas existem desde a década de 1970, embelezando os estádios, empurrando os times, empolgando a todos, inclusive as famílias, como aconteceu domigo passado, quando a Bamor estendeu seu belíssimo bandeirão. Muitos torcedores do Bahia, eu inclusive, se sentiram emocionados e orgulhosos. Agora, como eu escrevi para Marcão, cabe ao poder público adotar medidas de controle, agindo diretamente sobre os líderes, que, ao se sentirem de fato responsabilizados, podem desistir de torcidas gigantescas e, por conta disso, incontroláveis. O que não se pode é, em nome do moralismo e de um PASSADO QUE NUNCA EXISTIU, querer transformar os estádios em templos religiosos e as partidas de futebol, em quermesses.
27/04 às 12:00
Desse jeito não dar ou alguém tome uma providencia ou isso vai ter que acabar, cade aquela torcida tão harmoniosa que nós tínhamos, pelo visto não é só o futebol da Bahia que tá se acabando não a nossa torcida também.
27/04 às 14:59
Eu acho que as torçidas sao para alegrar nao para brigar levar bomba entre outras as pessoa vao aos estadios para se divertir torçer na paz nao para apanhar
emta torçidas parem de brigar e va na paz.
27/04 às 20:08
Eu acho que as brigas não levam pra lugar nenhum, pra mim a rivalidade das Organizadas ou Uniformizadas pra outros, deve ser na dispituta de quem contagia mais, as bandeiras, quem faz mais bonito. Eu sei que não são todos que são assim, não podemos generalizar. Belo texto disse tudo.
A Bamor tem 31 anos, a Tui tem 12…
O que eu quis dizer? Não sei… Não estou querendo salvar esses torcedores da Bamor que gostam da violência não, mais as coisas ficaram piores depois da existência da tui. Que é a sua maior rival… E com essa rivalidade entre elas, assim como pode caber pra outras torcidas também de todo o Brasil, foi provocando outras e outras rivalidades,com as chamadas de “aliadas”.
Não vou ser hipócrita não, eu gosto da Bamor. Eu sei onde está os defeitos dela, e sei também os da tui. Não adianta tirar de estádio, a maioria das brigas ocorrem fora dele… Como no texto disse, tem aquelas coisas de bairros, que são divididos em regiões, e é fácil notar o bairro de maior presença de rivalidade desse tipo.
Talvez principalmente em dia de jogo, o policiamento fosse montado nestes bairros, com estratégias que não poderiam ser descobertas por eles.
28/04 às 7:52
POR MIM TODO MUNDO DA TUIGAY MORRIA E SÒ FIKAVA A BAMOR !!!!!!!
28/04 às 10:40
Que texto de alto nível! Está de parabéns o leitor pela abordagem.
28/04 às 10:49
Antonio, entendi suas exposições. O que acredito é que a RESPONSABILIZAÇÃO das organizadas e seus dirigentes é o melhor caminho para deter a onda de violência que se instalou nestas entidades.
Acabar somente, na verdade pode ter um efeito pior, qual seja, a pulverização das “células terroristas”.
Acho que a responsabilização DOS DIRIGENTES é a melhor alternativa.
PASSO 1) IDENTIFICAR OS TORCEDORES
PASSO 2) RESPONSABILIZAR AS TORCIDAS E SEUS DIRIGENTES, QUANDO DA PROMOÇÃO DAS GUERRAS, OU EM CASO DE NÃO SER POSSÍVEL A PRECISA IDENTIFICAÇÃO DO BADERNEIRO.
PASSO 3) FISCALIZAÇÃO DESTAS ENTIDADES, DESDE AS REUNIÕES ATÉ DENTRO DO ESTÁDIO.
PASSO 4) FIM DA TORCIDA ORGANIZADA RIVAL EM CLÁSSICO. O TORCEDOR COMUM TERIA ACESSO LIVRE, MAS A ORGANIZADA SÓ PODERIA ADENTRAR O ESTÁDIO QUANDO SEU TIME FOSSE O MANDANTE NO CLÁSSICO.
28/04 às 20:40
é gente,eu acho que a proibição das torcidas organizadas foi correta,seria um verdadeiro inferno se os a policia militar,e os outros membros responsáveis não tomassem
essa decisão,por que um Tricolor tomou um tiro na cabeça no último domingo,não agranvando a todos mais alguns menbros de BAMOR estaria com ” Sangue no olho”, para tentar se vingarem do caso,por um outro lado vaai ser chatão,pq vai ficar faltando a melhor bateria do Brasil,não vai ter Bandeirão =/, nem faixas que impressionam a todos, e calam a boca da Tuigayzada.
BORRA BAHIA CAMPEÃO BAHIA DE 2010,EU ACREDITO (yn’
02/05 às 0:13
a tui vai se encontra com a tob amanha as 12:00
10/06 às 22:44
vou comer vcs aqui e da força do goias !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! tudo pau no cuu
17/11 às 19:38