Matéria do Jornal A TARDE

Foto: Xando Pereira / Ag. A Tarde
Se não tivesse muitos anos e emoções ainda pela frente, Nikão poderia dizer que sua triste história teve um merecido final feliz.
No último domingo, 6, um dia após ter sido o cara que fez a diferença e decidiu o triunfo do Esquadrão, por 4 a 3, sobre o São Paulo, ele acalmou a adrenalina do jogão na praia de Ipitanga, em frente ao condomínio onde mora.
Naquele cenário de paz, falou numa boa sobre todos os percalços de sua história e constatou: “Já estou acostumado a ter de dar a volta por cima. Tudo é mais difícil pra mim. Não é pra qualquer um”.
Nikão já nasceu, na mineira Montes Claros, tendo que conviver com um drama comum a muitas crianças vindas de família humilde no Brasil: não conheceu o pai. Mas o menino Maycon podia contar com o carinho das mulheres de sua vida, que, segundo ele, apesar das dificuldades, nunca deixaram faltar nada em casa.
Pois foi o destino que tratou de deixar-lhe sozinho de novo. A mãe morreu quando ele tinha oito anos de idade. A avó, a quem era muito apegado, se foi no momento em que o garoto, aos 16, já lutava para iniciar sua carreira profissional.
Soma-se a isso a morte do irmão, envolvido com tráfico de drogas e assaltos, no ano passado. É aí que reaparece a figura de Wanilton César Silva, o Cesinha, olheiro que descobriu o menino, aos oito anos, jogando em um campinho de terra em Montes Claros.
Diante da vida desregrada, recheada de mulheres e bebida, que o pupilo vinha levando após todos os tristes acontecimentos, Cesinha se viu na necessidade de ajudá-lo. Passou a morar com Nikão a partir de sua vinda, no início do ano, para o Vitória, e virou o pai que o jogador nunca teve. Pai disciplinador. “Só largo ele depois que casar e aquetar de vez”, afirmou.
Aí o garoto começou a corresponder às expectativas que chegaram a render-lhe o apelido de Maradona Negro em Mirassol (SP). Marcou nove gols no Campeonato Baiano e parecia ter finalmente se encontrado.
Novo percalço – Por um desentendimento entre Atlético-MG, dono dos seus direitos, e Vitória, Nikão foi ‘tirado’ da Toca do Leão e ‘colocado’ no Bahia. “Fiquei chateado. Estava bem lá, mas acredito que em tudo que Deus faz há um propósito”, lembrou ele, que continuou acreditando.
E o prêmio veio cinco meses após sua chegada. O mineiro suportou ficar fora de quase todas as listas de relacionados no Brasileiro até anteontem, quando entrou em situação quase irreversível, com 3 a 1 para o São Paulo.
“Até a Rosana, uma amiga nossa, disse que era melhor ele nem entrar mais”, contou Cesinha. Nikão tinha outra coisa em mente: “Danny e Hélder falaram no banco que eu ia arrebentar. Acreditei naquilo”.
Do pé esquerdo dele saiu o passe para o segundo gol, de Lulinha, que iniciou a reação do Bahia. No quarto e decisivo tento, ele cruzou e o beque são-paulino marcou contra.
“Isso serve de resposta pra quem falava que eu só jogava contra time pequeno, que eu só fiz aqueles gols no Baiano e nada mais. Taí o resultado”, desabafou Nikão, que ainda espera por um carinho maior da torcida do Bahia: “Ontem (sábado), quando entrei em campo, ouvi algumas vaias”.
Para 2012, o jogador não esconde a vontade de voltar para o Galo e mostrar seu potencial. Por enquanto, se quiser virar xodó da turma tricolor, precisa conservar o alto astral e o futebol moleque, de quem, se pudesse, dispensaria a chuteira e faria suas estripulias descalço.
Quatro perguntas para o atacante Nikão
A TARDE – Apesar de todos os problemas, você se considera uma pessoa feliz?
Nikão: Muito feliz. Tenho pessoas especiais ao meu lado, a família que eu encontrei e me ajudou a sempre batalhar por meus objetivos.
Esta nova família te fez mudar de hábitos?
Sim. Houve uma época da minha vida em que eu era muito de noitada. Não tinha limite pra nada. Isso me atrapalhou bastante. Agora, com a experiência que eles me passam, sou mais consciente do que devo e não devo fazer.
Então, você não aproveita a noite de Salvador?
Não. Gosto mais de ficar em casa, ir à praia, comer uma moqueca de peixe no Ki Mukeka. Até gosto do pagode daqui, mas prefiro escutar apenas em casa.
Do que você mais gosta de ouvir?
Pagodão, né? Principalmente Exaltasamba. Mas, aqui da Bahia, eu gosto muito de Raghatoni, O Troco e Parangolé.
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Pelo amor de deus . ricardinho e carlos alberto voltando tem que ser banco.
bota os meninos pra jogar lulinha nikão magno. caiu bem no time
07/11 às 15:54
goroto vc vai faser sucesso no triclor vc vai se tornar um idolo se terminar essa temporada assim força e sucesso
07/11 às 17:46
AGORA sim ele JOGOU no Bahia, espero que continue assim.
07/11 às 17:50
Só espero que joel não cometa a maluquisse de colocar o parcaria do Carlos Alberto, Reinaldo e a Avestruz Carioca. Queremos,Magno ,Nikão, Lulinha,Junior queremos ver aquela turma que fizeram a diferença.
Ou será que lele não gostou do que viu.(sr joel)
07/11 às 20:12
Galera do sempre Bahia .se você é tricolor de verdade dar essa força a essa turma tricolor é só ir La no you tube e digitar “Rivais sim inimigos nunca assista ao vídeo e clique em gostei. Agradeço a todos
07/11 às 20:13
Eiiita galera inconstante é essa viu? Força Nikão, sei que é difícil, mas gostaria que o site pudesse toda semana após os jogos colocar aqui os comparativos da galera que aqui postam seus comentários!!! O Bahia ta fudido mesmo com esses torcedores.
Aliás, gostaria Euclides de iniciarmos uma camapanha aqui pedindo a quem realmente é torcedor do Esquadrão que vá para o estádio, xingue, grite façam o que quiserem em protesto ao que acham ruim no Baheaa, mas, lastimável ver esses caras que nunca vão no estádio, jogarem objetos no campo de jogo, acho que tem uma meia duzia de “assistidores” querendo prejudicar o Bahia.
‘XINGUÉM, VAIEM O TIME, OS JOGADORES, FALEM O QUE QUISEREM, MAS, NÃO JOGUÉM OBJETO NO CAMPO DE JOGO PESSOAL, QUEREM PREJUDICAR AINDA MAIS O BAHÊA?”
07/11 às 21:59
[...] “Tudo é mais difícil para mim”, diz Nikão novembro 8th, 2011 | Autor: admin Submarino.com.br // Via: Sempre Bahia – Esporte Clube Bahia Leia a íntegra // Tweet Category: Blogueiros, Geral | No Comments » « TITI desfalca o Bahia nas próximas duas rodadas [...]
08/11 às 1:04